sábado, 7 de março de 2015

Um sonho, uma rega


Todas as cento e dezessete rosas
que floriram no Natal daquele ano
me acordaram hoje pedindo rega.
E eu, que me arreceio de sonho
de madrugada-sentinela, obedeço.
Recolho as promessas de jardim
e todo instrumento de que careço,
e planto esperança em canteiros.
Para quem não é muito de se dar
a suores, mas aprecia a arte que
cavouco em mim, planto também
um batente de janela e um copo
de café num fumegar sem fim.

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