domingo, 25 de novembro de 2012

À mó


nesta debilidade que às vezes
me sorrateira a mente,
pulso
feito poeta que principia:
ora soltando do cabresto 
o sentimento,
ora preso no vazio da retórica

que seja isso a pausa,
e que me venha palavra inteira,
pronta para a limpa na peneira
e ser depois entregue à mó

Você pode ler também Um dia de tonhice.

sábado, 17 de novembro de 2012

Crespura



Se você olha bem
e traz seu toque,
sente.
Em que outros fios
achará tanto enleio?
O reino que herdei
nesta coroa
é mar de sargaços,
onde a vida, assim,
embaraçada, faz convite;
onde o sonho, assim,
todo encrespado, faz protesto:
Não formolize meus corais.
Sem eles, em que falsa lisura
haverá você
de se perder em mim?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Estética


Me gustan servilletas con poesía

A minha poesia corre.
Quer o que ainda não pode.
Tenta o pincel sobre a massa
e passa
e sonha dourar os olhos
que se verão sabidos da beleza
que pode ser pintada no fato
de apenas ser poesia.

Quer mais? Palabras