sábado, 31 de julho de 2010

Fome de quanto?



Arte culinária de Sandrinha, uma das 'estraga-dietas' da família
    
                                                       
Miserável a voz que reclama
da fome nascida de apenas um dia.
Não sabe da dor latejante
que bate à porta vazia
do estômago daquele homem
e daquela mulher vadia.

Assim que os grilos se acendem,
rendendo o sol que descansa,
vem de novo a voz birrenta,
o choro de uma criança
que quer biscoito recheado,
big mac feliz
e um pacote de cheetos
(um saco!)
pra fazer sua lambança.



Poema da Coleção Das Dores do Povo

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