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domingo, 24 de outubro de 2010

O piquenique das tartarugas

(Desconheço a autoria deste texto que reescrevi acrescentando elementos ao enredo. Esta é uma das histórias que correm pela internet e, quando a encontrei, fiquei tentada  a narrá-la no Programa Mural da Rádio Aperipê FM. Ah! Nada de zombar das minhas brincadeiras com as imagens; não sou do ramo.)

Uma família de tartarugas teve a ideia de fazer um piquenique. Foi marcada uma reunião para decidir o lugar onde seria o evento e, três anos depois, quando se encontraram no centro do jardim, escolheram uma floresta ali perto.

Planejaram tudo. Todas deram sugestões sobre o que levar e, ao final de 2 anos, a lista estava pronta. Tomate, beterraba, pepino, berinjela, acelga, escarola, alface, couve-flor, couve-manteiga, repolho, chicória, espinafre, rúcula, abacate, ameixa, banana, pera, uva, abacaxi, siriguela, manjelão, cajá, tamarindo, figo, manga, jaca, nêspera... um enorme cardápio só de gostosuras tartarugueiras.

Em apenas 4 anos, arrumaram tudo em várias cestas, sem esquecerem da toalha quadriculada e de um pote de formigas, porque piquenique sem essas coisinhas não é piquenique.

Finalmente saíram e, já no segundo ano da viagem, encontraram seu belo destino. Levaram apenas 18 meses para dispor tudo à sombra de um belo abacateiro, sobre o grande pano xadrez, e um mês para arrumar os guardanapos. Foi então que descobriram: “Esquecemos o sal!” Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar à casa e pegar o sal, pois era a mais rápida, entre todas ali. A pequena tartaruga gostou da ideia... Gostou nada: lamentou, chorou, esperneou por seis meses. Finalmente concordou em ir, em respeito aos mais velhos do grupo, mas com uma condição: ninguém comeria até que ela retornasse.

Três anos se passaram, e a pequena tartaruga não havia retornado. Cinco anos… Seis anos… Então, ao final do sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha não aguentava mais conter sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche de repolho com pasta de abacate. Foi de-sem-ba-lan-do, de-sem-ba-lan-do, de-sem-ba-lan-do... Dois meses depois, quando estava pronta para abocanhar a iguaria, ouviu-se um barulho vindo de trás de uma grande árvore. Era a lamurienta tartaruguinha. Ela levantou uma das patas dianteiras e gritou: "Viu?! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal".


Leia também Medida.

Um comentário:

  1. Bacana, Aglacy.
    Lembra uma fábula do Esopo, politicamente incorreta...rs
    Valeu. Um ótimo final de semana de feriadíssimo pra você.
    alaor

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