sábado, 7 de dezembro de 2013

Poema da perenidade

Foto: Aglacy en Sevilla

Beleza e tudo desbotam.
Tudo sai de moda.
Tudo é barro e se quebra
na fraga dura do tempo.
Nada é para sempre amém.

Minto!

Perene é o homem
em seu renovar
e repetir de paixões.

Por isso juro
e conservo a jura:
quando a vida nos fechar o chão
da inevitável sepultura,
uma flor há de se abrir na campa
e se espraiar no tempo.



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