terça-feira, 1 de julho de 2014

O breu que é meu


Não tema o meu gosto pelo escuro.
Lá do fundo do bem fundo
dos meus olhos,
ainda vem um facho ateado
que me resgata
do breu maior que há em mim.

Não tema. Esse meu gosto
é profundo,
mas se mente na superfície
da luz que plantei.

Não tema o meu gosto pelo escuro.
Lá no fundo, bem no fundo
dos meus olhos,
é lua cheia.
Ainda que às vezes,
meia.



Você também pode gostar de ler Soneto de mim e de cada um.

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