domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lapso

Da coleção "Detalhes da cidade"


Foi por pouco, mas me vi como ainda não sei
Mostrei-me como não tenho certeza

Perdi-me do começo
E da ideia de fim

Espero que não tenha visto
Se viu, que se confunda e que se perca
Como me perco em mim

De Aglacy Mary

5 comentários:

  1. É que poeta é assim:
    completa-se com outras essências
    sem se preocupar com começo-meio-fim
    e mostra - por não haver ainda ciência,

    toda uma cadência
    que desarruma a coerência
    que corre por dentro,
    dando ao querer e ao mais longínquo pensamento

    Argamassa, ferros e todo sustento
    pro sonho alheio ficar de pé,
    meio como se fosse seu,

    inteiro como se fora meu...
    e como os Deuses - creados pela fé,
    deixam de existir sem o olhar atento.

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  2. Gostei desse texto! Lembra "Depois do começo" da Legião Urbana.

    Parabéns, Agacy Méli, como dizia Lara nos primórdios.....

    Beijos

    Kleiton
    http:\\escalifador.blogspot.com

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  3. André,

    Seu olhar esmiuçador sempre me traz um pouco do segredo da pedra de Bolonha, tanto montanha acima como rolando abaixo.

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  4. Kleiton (Escalifador),

    "E depois do começo
    O que vier vai começar a ser"

    (Boa lembrança o ex-jeitinho de falar da Lara.)

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