sábado, 23 de fevereiro de 2013

A primeira vez - o poema

Foto: Minha mesmo | Chão de Sevilla

Minha primeira morte
foi mansa.
Quase um brinquedo.

Sabida das dores
que os adultos gemiam,
no mesmo tanto
me interessava
o som apitado
pelo pulmão quase faltoso
daquele homem.

Do silêncio do apito
sentinela
à descoberta de que o sangue
não corrente na veia
gela,
foi só o tempo de calçar as meias
do morto
e ouvir a bronca da viúva
diante da intrepidez
dos meus doze anos.

Você deve ler, também, o pequeno conto que originou o poema: "A primeira vez".

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