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sábado, 30 de abril de 2011

Foi


Era flor.
Quando vi
era doce.
Quando vi
era vinho.
Perdi a flor.
Perdi o doce.
Derramei o vinho.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Tuas romãs

Foto: Emerson Vasconcelos 
(que sabe aproveitar uma manhã de chuva)

Se fosse teu o meu beijo,
Seriam minhas tuas romãs
E lhes esmagaria as sementes
E lhes roubaria o suco
Que deixaria a fermentar.
Se fosse teu o meu beijo,
Do pálido rosa ao vermelho rubi,
Tuas romãs se fariam vinho,
Suave e delicado, a derramar-se 
Na brancura dos lírios da barra
Dos meus lençóis de carmim.

sábado, 23 de abril de 2011

Ressurreição (ou Esperanças na prateleira)


Orgulhosos, descobrimos outro caminho.
No ponto mais alto, sujeitos protegidos do sofrimento:
de um lado, um eu preparado para a desatenção;
do outro lado, um eu que dispensa cuidados.
Ergue-se nova prisão: o paradigma de desconfiança,
cujas paredes são feitas desse espírito comercial da vida íntima.
Como alimento, a ressurreição diária de nossos desejos
através de renovadas promessas,
contidas em inéditos kits identitários.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Historinha atual de casas grandes e senzalas

Chovia a moça, quieta. 
Sorvia pelas frestas 
Os aromas do terreiro. 
E,vinda longe, ouvia 
A voz desconcertante do vaqueiro.

Quer ler uma história? Para sempre.

Meia taça de lua


o doce
depois da vindima

Ler uma história? Gota d'água.